Além da doença

Pedir uma segunda opinião

Antes de começar o tratamento, o doente poderá querer ouvir uma segunda opinião acerca do diagnóstico e das opções de tratamento. Poderá ser necessário algum tempo para reunir todos os registos necessários (exames imagiológicos, lâminas da biópsia, relatório patológico e plano de tratamentos proposto) e marcar uma consulta com outro médico. Qualquer doente pode pretender solicitar uma segunda opinião, no entanto, nos doentes com tumores da cabeça e pescoço, o tempo é precioso e, desta forma, é importante questionar o médico assistente se esse atraso pode condicionar alteração na estratégia proposta e no prognóstico do doente.

Ensaios Clínicos: uma ideia de futuro

A investigação científica levou a importantes avanços no conhecimento do cancro da cabeça e pescoço. Os ensaios clínicos são desenhados e realizados para responder a importantes questões científicas e para descobrir se as novas abordagens são seguras e eficazes. Muitas vezes, os ensaios clínicos comparam um método ou tratamento novo com outro largamente estudado e aceite pela comunidade científica.

Na área da Cabeça e Pescoço, os ensaios clínicos abordam neste momento questões-chave no tratamento multimodal. Um dos principais desafios é como a abordagem terapêutica poderá ser ainda melhor adaptada ao ambiente biológico e heterogéneo do cancro da cabeça e pescoço.

Várias questões existem sobre a diferente abordagem para doenças HPV-positivas e HPV-negativas e estudos futuros são fulcrais para fornecer orientação a esse respeito. Além do status-HPV, a intensa atividade da pesquisa está agora dedicada à imunoterapia. Os esforços atuais incluem a investigação de como os agentes de imunoterapia podem ser integrados de outra forma no tratamento, nomeadamente em tratamentos de primeira linha. Ao mesmo tempo, há também a tentativa de identificar os marcadores celulares, moleculares e clínicos que melhor definem a população de pacientes que beneficiarão com essas abordagens.

Para isso é essencial a inclusão de doentes em ensaios clínicos. Poderá ser sugerido ao doente ou pode o próprio questionar o seu médico, relativamente à participação em ensaios clínicos que estejam a decorrer na instituição onde está a ser tratado ou no país.

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