O tratamento do cancro

Muitas pessoas com cancro querem saber toda a informação possível sobre a sua doença e métodos de tratamento. Querem participar nas decisões relativas ao seu estado de saúde e cuidados médicos de que necessitam. Isto porque sabem que conhecer mais acerca da doença, ajuda a colaborar e reagir positivamente.

O cancro pode ser tratado por diferentes especialistas. Pode até ter um médico especialista diferente, para cada tipo de tratamento que vá fazer.Nos centros de oncologia, trabalham, muitas vezes, vários médicos de especialidades diferentes, formando uma equipa multidisciplinar.

O tratamento começa, geralmente, dentro de poucas semanas após o diagnóstico de cancro. Regra geral, tem tempo para falar com o médico sobre as opções de tratamento e, se considerar necessário, ouvir uma segunda opinião para saber mais acerca do seu cancro, antes de tomar qualquer decisão sobre o tratamento.

  
  

OUVIR UMA SEGUNDA OPINIÃO

Antes de começar o tratamento, pode querer ouvir uma segunda opinião sobre o diagnóstico e as opções de tratamento. Poderá precisar de algum tempo e esforço adicional, para juntar todos os registos médicos e marcar uma consulta com outro médico.

LISTA DE COISAS QUE PODERÁ JUNTAR PARA LEVAR
AO NOVO MÉDICO:

  • Exames imagiológicos.
  • Lâminas da biopsia.
  • Relatório patológico.
  • Plano de tratamentos proposto.

Peça sempre ajuda aos profissionais que o acompanham para recolher estes dados.

Em geral, mesmo que demore algumas semanas até ouvir uma segunda opinião, o tratamento não se torna menos eficaz. No entanto, há situações em que é necessário fazer tratamento imediato.

  
  

MÉTODOS DE TRATAMENTO DISPONÍVEIS

O plano de tratamento depende, essencialmente:

  • Do estadio da doença.
  • Do tipo de tratamento a efetuar.
  • Da idade do doente.
  • Do seu estado geral de saúde.

Frequentemente, o objetivo do tratamento é curar a pessoa do cancro. Noutros casos, o objetivo é controlar a doença ou reduzir os sintomas, durante o maior período de tempo possível.

O plano de tratamentos pode ser alterado ao longo do tempo.

O médico é a pessoa indicada para lhe dar toda a informação relacionada com a escolha dos tratamentos, possíveis efeitos secundários e resultados esperados (com o tratamento). Cada pessoa deverá desenvolver, com o médico, um plano de tratamento que seja compatível, dentro do possível, com as necessidades, valores pessoais e estilo de vida dessa pessoa.

TERAPÊUTICA LOCAL VS. SISTÉMICA

Alguns cancros respondem melhor a um só tipo de tratamento, enquanto outros podem responder melhor a uma associação de medicamentos ou modalidades de tratamento.

Os tratamentos podem atuar essencialmente numa área específica – terapêutica local – ou em todo o corpo – terapêutica sistémica.

  • A terapêutica local remove, ou destrói, as células do tumor, apenas numa parte específica do corpo.
    A cirurgia e a radioterapia são tratamentos locais.
  • A terapêutica sistémica “entra” na corrente sanguínea e “destrói”, ou controla, o cancro, em todo o corpo: mata ou, pelo menos desacelera, o crescimento das células cancerígenas que possam ter metastizado, para além do tumor original.
    A quimioterapia, a terapêutica hormonal e a terapêutica biológica (imunoterapia) são tratamentos sistémicos.

Cirurgia

Radioterapia

Quimioterapia

TERAPÊUTICA HORMONAL

IMUNOTERAPIA

Terapêuticas Dirigidas

TRANSPLANTE De CÉLULAS ESTAMINAIS

(Indiferenciadas)

EFEITOS SECUNDÁRIOS

Tendo em conta que, provavelmente, o tratamento do cancro danifica células e tecidos saudáveis, surgem, assim, os efeitos secundários.

Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão (se são tratamentos locais ou sistémicos).

Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, mesmo que estejam a fazer o mesmo tratamento. Por outro lado, os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte. O médico irá explicar os possíveis efeitos secundários do tratamento e qual a melhor forma de os controlar.

TRATAMENTOS DE SUPORTE

Adicionalmente, em qualquer estadio da doença, podem ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos*.

*Quando se fala em cuidados paliativos, estamos a pressupor uma resposta ativa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que a doença gera.

CONVERSAR COM O MÉDICO

O choque e o stress que se seguem a um diagnóstico de cancro, podem tornar difícil pensar em todas as perguntas e dúvidas que quer esclarecer com o médico.

Muitas vezes, é útil elaborar, antes da consulta, uma lista das perguntas a colocar ao médico:
  • Qual é o meu diagnóstico?
  • O tumor propagou-se? Se sim, para onde? Qual é o estadio da doença?
  • Qual é o meu diagnóstico?
  • O tumor propagou-se? Se sim, para onde? Qual é o estadio da doença?
  • Qual é o objetivo do tratamento? Qual é o tratamento recomendado na minha situação? Porquê?
  • Quais são os benefícios que se esperam de cada tipo de tratamento?
  • Quais são os riscos e os possíveis efeitos secundários de cada tratamento? Como podem ser controlados os efeitos secundários?
  • A infertilidade pode ser um dos efeitos secundários do meu tratamento? Pode ser feita alguma coisa acerca disso? Deverei considerar armazenar espermatozoides ou óvulos?
  • O que posso fazer para preparar o tratamento?
  • Com que frequência farei os tratamentos? Quanto tempo durará o meu tratamento? Terei de alterar as minhas atividades normais?
  • Quanto custará o tratamento? O meu seguro cobrirá as despesas?
  • Que novos tratamentos estão a ser estudados? Seria adequado participar num ensaio clínico?

No menu Cancro Hoje, poderá encontrar mais informação sobre os ensaios clínicos atualmente a decorrer.

Avalie de 1 a 5 a utilidade deste artigo